31 Outubro, 2014      23:36 GMT +1 Luanda 25°C
Angola News


Moçambique e Angola entre os países africanos a sul do Saara que mais vão crescer até 2023

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Moçambique é o país da África a sul do Saara que mais vai crescer na próxima década, prevê a consultora Business Monitor International no relatório sobre os “African Lions”, que inclui também Angola na lista dos dez países mais promissores.

No relatório, os consultores britânicos estimam que o Produto Interno Bruto da África a sul do Saara cresça, em termos reais, a uma média de 5,5% ao ano até 2023, o que contrasta com os 5,4% da Ásia e Pacífico excluindo o Japão, os 4,3% do Médio Oriente e norte de África, os 3,9% da América Latina e os 3,5% dos países emergentes na Europa.

“Esta perspectiva levou os observadores a cunharem o termo ‘Leões Africanos’ que, tal como os ‘Tigres Asiáticos’, têm economias que estão a passar por períodos de rápido crescimento e grande interesse dos investidores”, lê-se no relatório da BMI, uma consultora baseada em Londres e com escritórios em Nova Iorque, Singapura e África do Sul, citado pela agência noticiosa Lusa.

Os dez países escolhidos, ordenados pelo nível de crescimento previsto para a próxima década, são Moçambique, Tanzânia, Costa do Marfim, Uganda, Nigéria, Zâmbia, Angola, Gana, Quénia e Etiópia.

O texto de 54 páginas que analisa as dez economias mais promissoras em África explica também os critérios de escolha (todos os países têm de valer mais do que 10 mil milhões de dólares, ter mais de 40 pontos em 100 possíveis na análise sobre o risco do país e 30 em 100 na análise sobre o ambiente empresarial) e sublinha que todas estas economias vão mais do que duplicar de tamanho em termos de PIB nominal. (macauhub)

 

Produção de petróleo em Angola deverá atingir 2 milhões de barris por dia em 2015

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20140226Angola deverá atingir uma produção de 2 milhões de barris de petróleo por dia em 2015 não obstante a queda registada em 2013, garantiu terça-feira em Luanda o presidente da Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol).

No decurso da apresentação de resultados, Francisco de Lemos Maria disse que a produção angolana de petróleo registou uma quebra homóloga de 3% em 2013 devido a problemas técnicos registados em blocos operados pelos grupos Total, BP e Chevron e Exxon Mobil dos Estados Unidos.

Lemos Maria disse ainda que, devido à quebra na produção e do preço do barril, a Sonangol registou uma quebra nas vendas que ascendeu a 3687 milhões de dólares em valor ou 11% comparativamente a 2012.

Em resultado da produção de 626,1 milhões de barris, menos do que os 633,1 milhões registados em 2012, a Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola registou um lucro de 2,96 mil milhões de dólares, disse ainda Francisco de Lemos Maria.

No mesmo encontro, Anabela Fonseca, administradora com o pelouro dos investimentos internacionais, anunciou que a empresa decidiu abandonar a exploração de dois campos de petróleo no Iraque devido a questões de segurança.

A Sonangol obteve em 2009 a operação dos campos petrolíferos Qayara e Najmah, na região nordeste do Iraque, aguardando apenas pelos resultados de uma auditoria técnica e financeira para poder sair do país sem violar qualquer obrigação contratual.

Anabela Fonseca disse ainda que a China manteve-se em 2013 como o principal comprador de petróleo extraído em Angola, com uma quota de 45% do total, tendo os Estados Unidos caído para quarto lugar devido aos progressos registados na produção de petróleo de xisto. (macauhub)

 

Angola tem um défice de cereais de 3 milhões de toneladas

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O défice de cereais em Angola está estimado em 3 milhões de toneladas sendo a produção actual de 1,5 milhões de toneladas, revelou terça-feira em Luanda o director-geral do Instituto Nacional de Cereais (Incer), Benjamim Castello.

Em declarações à agência noticiosa Angop, aquele responsável disse que a actual produção não chega a 40% das necessidades de consumo, percentagem que poderá chegar a 90% dentro de três anos, se se considerar os números relativos a cereais inscritos no Plano Nacional de Desenvolvimento 2013-2017.

“De acordo com aquele plano, Angola deverá estar a produzir 3,52 milhões de toneladas de cereais em 2017”, disse ainda Benjamim Castello.

O director-geral do Incer salientou que mesmo importando a quantidade em falta, três milhões de toneladas, Angola não ficará suficientemente abastecida, considerando os constrangimentos inerentes ao processo de importação e distribuição do produto.

“Se quisermos ser auto-suficientes na produção de ovos e de carnes, temos de investir na produção de cereais, pois a alimentação de aves e gados é 80% composta por cereais”, salientou Benjamim Castello, que disse ser necessário encarar a agricultura como uma questão de segurança nacional. (macauhub)

 

Empresa privada de Angola constrói instituto para formação superior em hidrocarbonetos

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A empresa angolana Litis Petróleo Company vai construir um edifício para albergar um instituto de pesquisa e estudos de petróleo com capacidade para receber 800 alunos, informou a agência noticiosa angolana Angop.

O edifício, num investimento de cerca de 700 milhões de kwanzas (7,1 milhões de dólares), terá quatro pisos e vai ocupar uma área de 1200 metros quadrados e contará com 18 salas de aulas, laboratórios, uma biblioteca, uma sala de pesquisa e um anfiteatro.

Emanuel João da Cunha e Sousa, presidente da Litis Petróleo Company, disse que o instituto destina-se a formar quadros superiores especializados em hidrocarbonetos a fim de ajudar ao desenvolvimento do país e do sector empresarial.

A Litis Petróleo Company é uma empresa de comércio e prestação de serviços, venda de derivados de petróleo e recrutamento de pessoal que, operando desde 2008, tem actualmente 150 alunos com bolsas no estrangeiro. (macauhub)

 

Nova pauta aduaneira de Angola pretende incentivar a produção local

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A nova pauta aduaneira de Angola, a entrar em vigor a 3 de Março, pretende incentivar a produção local, afirmou segunda-feira o director do departamento de Tarifas e Comércio do Serviço Nacional das Alfândegas de Angola, Garcia Afonso.

Num encontro destinado a informar sobre o processo de elaboração da pauta e a procurar eliminar dúvidas sobre os seus efeitos, Garcia Afonso, citado pela imprensa angolana, disse que a nova pauta visa, nomeadamente, criar condições para atrair e transformar aqueles que mais exportam para Angola em investidores nacionais e aumentar a diversificação dos níveis de investimentos.

Aquele responsável lamentou informações veiculadas, depois da publicação da pauta, de que “tudo será agravado, que tudo vai sofrer aumento de preços, em função dos direitos aduaneiros que foram alterados, que a população vai sofrer” e argumentou com o facto de as taxas da maior parte dos produtos foram ou mantidas ou reduzidas.

Numa comparação entre as pautas aduaneiras de 2007 e de 2012, verifica-se que de um total de 6651 itens no actual documento, 2942 produtos estão livres de taxas e 1150 viram reduzidas as taxas para 2% contra 2576 produtos isentos de taxas e 914 taxados a 2% num total de 6011 itens na pauta de 2007.

Com a nova pauta aduaneira o governo angolano espera um aumento das receitas de mais de 23 milhões de kwanzas, mais 10% do que na versão de 2007, devido ao reforço das medidas de fiscalização e controlo que estão a ser tomadas no âmbito do programa de reforma tributária.

Garcia Afonso, que destacou a conservação das taxas para o cabaz de produtos básicos, referiu que no essencial foi agravada a taxa relativa a produtos de beleza, viaturas, entre outros, artigos importantes e necessários mas não vitais para a maioria da população. (macauhub)

 


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