28 Agosto, 2016      21:31 GMT +1 Luanda
Angola News


Bolsa de Valores de Angola prossegue registo de operadores

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A Bolsa de Dívida e Valores de Angola (Bodiva) prevê registar este mês dez entidades e até ao final do ano metade dos operadores do sistema financeiro angolano, disse ao Jornal de Angola o presidente da instituição. António Furtado revelou que a Bolsa já registou seis bancos comerciais e está a apreciar o registo dos bancos de Poupança e Crédito (BPC) e Keve, além de duas sociedades de corretores de valores mobiliários.

Os bancos Angolano de Investimento (BAI), Fomento Angola (BFA), Millenium Angola (BMA), Standard Bank e Internacional de Negócios (BNI) já estão registados na Bolsa.

António Furtado referiu que a Bodiva transaccionou até 30 de Setembro último 54 mil milhões de kwanzas (397 milhões de dólares) em Bilhetes do Tesouro, movimentando um montante superior ao registado até finais de Julho, 22 mil milhões de kwanzas.

A Comissão do Mercado de Capitais (CMC) tem em curso um Plano Operacional de Preparação das Empresas para o Mercado­ ­Accionista (POPEMA), com o qual está a persuadir os decisores empresariais a adoptarem boas práticas para poderem entrar na Bolsa, como o relato e saneamento financeiro, gestão empresarial e o conhecimento do quadro regulador e legal do mercado de capitais.

“O relato financeiro significa ter a contabilidade organizada e o saneamento tem a ver com o equilíbrio das contas antes de se pensar partir para o mercado de capitais” para obter financiamento e a gestão empresarial refere-se à necessidade de as empresas serem geridas de forma transparente.

“Quanto maior for a transparência, maior a possibilidade de os títulos representativos dessas empresas serem adquiridos e transaccionados no mercado”, salientou o presidente da Bodiva. (Macauhub/AO)

 

Comércio entre China e países de língua portuguesa contrai-se 25% de Janeiro a Agosto de 2015

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20151013

O valor do comércio entre a China e os países de língua portuguesa caiu quase 25% para 67 839 milhões de dólares no período de Janeiro a Agosto, de acordo com dados oficiais divulgados em Macau.

O comércio entre a China e os oito países de língua portuguesa foi empurrado no sentido da baixa fundamentalmente pelas quebras registadas nas trocas comerciais com o Brasil e com Angola, no decurso dos primeiros oito meses do ano.

A quebra verificada no comércio da China com o Brasil e Angola – de 85 276 milhões de dólares de Janeiro a Agosto de 2014 para 63 149 milhões de dólares nos primeiros oito meses do ano – fez com que o peso destes dois países no conjunto dos oito de língua portuguesa tenha caído 1,6 pontos percentuais, de 94,68% para 93,08%.

Nos primeiros oito meses do ano as trocas comerciais entre a China e o Brasil caíram 18,89% para 48 923 milhões de dólares, com a China a ter exportado bens no valor de 19 837 milhões de dólares (-12,53%) e a ter importado produtos brasileiros no montante de 29 086 milhões de dólares (-22,72%).

Com Angola, o segundo mais importante parceiro comercial de entre os oito de língua portuguesa, a China registou um comércio no valor de 14 226 milhões de dólares (-43,00%), resultado de exportações chinesas no valor de 2668 milhões de dólares (-16,13%) e importações no montante de 11 558 milhões de dólares (-46,93%).

Portugal como habitualmente surge no terceiro lugar da lista, tendo registado trocas comerciais com a China de Janeiro a Agosto no valor de 3001 milhões de dólares (-7,15%), com exportações chinesas no valor de 1962 milhões de dólares (-5,85%) e exportações portuguesas que atingiram 1036 milhões de dólares (-9,52%).

Moçambique aparece logo a seguir com um montante bilateral de 1571 milhões de dólares (+10,36%), sendo que a China vendeu a Moçambique bens no valor de 1279 milhões de dólares (+27,81%) e comprou daquele país produtos no valor de 292 milhões de dólares (-30,90%).

Com os restantes quatro países de língua portuguesa – Cabo Verde, Guiné-Bissau, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe – as trocas comerciais verificadas de Janeiro a Agosto ascenderam a 116 milhões de dólares. (Macauhub/AO/BR/CN/CV/GW/MZ/PT/TL/ST)

 

Angola e China vão aceitar moedas nacionais nas trocas comerciais bilaterais

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Os bancos centrais de Angola e da China estão a acertar os pormenores de um acordo que vai permitir o uso das moedas nacionais de ambos os países nas trocas comerciais bilaterais, anunciou o governador do Banco Nacional de Angola.

José Pedro de Morais disse aos microfones da Rádio Nacional de Angola que o acordo, cuja data de assinatura não mencionou, irá trazer muitas vantagens quando entrar em vigor.

O acordo, cujo anúncio da sua negociação foi feito em Agosto passado pela ministra do Comércio de Angola, Rosa Pacavira, mas posteriormente desmentido, vai permitir que os agentes económicos de ambos os países possam usar a moeda chinesa em Angola e a angolana na China, facilitando as trocas comerciais.

“Hoje em dia as instituições financeiras internacionais apoiam este tipo de acordos, porque permitem que o comércio externo se continue a fazer sem recurso a uma terceira moeda, que neste caso seria o dólar”, frisou José Pedro de Morais.

O governador salientou, por outro lado, serem insustentáveis a longo prazo os custos que Angola tem com a importação de bens de consumo, atendendo à falta de divisas que se regista actualmente.

José Pedro de Morais sublinhou ter chegado ao fim o ciclo marcado pela oferta “rendimentos cada vez mais elevados, quer para as famílias quer para as empresas” e garantiu que o ciclo do barril a petróleo a 100 dólares terminou “não sendo mais possível pensar nestes termos.”

O governador do BNA disse que o momento actual é para “pensar como criar, como identificar, novas fontes de crescimento, nomeadamente na agricultura, bem como na transferência de recursos utilizados na importação de bens de consumo para sectores que possibilitem um crescimento mais sustentado.” (Macauhub/AO/CN)

 

Angola captou 58 mil milhões de dólares em IDE entre 2003 e 2011

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Angola captou mais de 58 mil milhões de dólares entre 2003 e 2011 e continuará a ser um dos principais destinos do investimento directo estrangeiro em África, disse segunda-feira em Luanda a ministra do Comércio.

A ministra Rosa Pacavira, que discursava na abertura do primeiro seminário sobre promoção de investimento privado em Angola, sublinhou que o país passou a ser o quarto maior destino de investimento estrangeiro directo em África, devido ao forte crescimento da economia do país e aos investimentos realizados ao nível das infra-estruturas.

Além da posição geográfica privilegiada a nível continental e dispor de redes viárias e ferroviárias em bom estado operacional, a ministra salientou que o país possui uma infinidade de recursos naturais no seu subsolo, como diamantes (quinto maior produtor), ferro, fosfato, cobre, ouro, bauxite, urânio e manganês, petróleo e gás natural.

Rosa Pacavira salientou que, aliado a estes factores atractivos do investimento privado, Angola vive um clima de paz, estabilidade política, militar e macroeconómica, tendo ainda um quadro legal de constituição de sociedades comerciais mais desburocratizado. (Macauhub/AO)

 

Angola entregou proposta para alargar plataforma continental em Setembro

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20151012

Angola já apresentou à Organização das Nações Unidas uma proposta para alargar a plataforma continental para além das 200 milhas marítimas, anunciou sexta-feira em Luanda o ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti.

“Esses assuntos levam algum tempo, uma vez que se trata de uma questão que será apreciada com base no direito internacional”, disse o ministro, à margem da Conferência Internacional sobre Segurança Marítima e Energética, organizada por Angola, com o apoio dos Estados Unidos da América e da Itália, e que encerrou sexta-feira em Luanda.

Georges Chikoti adiantou ter sido o ministro da Defesa de Angola, João Lourenço, a formalizar a entrega da proposta angolana na Organização das Nações Unidas, em Setembro passado.

“Em primeiro lugar é preciso entender a posição dos outros países. Angola tem a sua visão, a República Democrática do Congo, o [República do] Congo, o Gabão, a Namíbia têm as suas próprias visões, que eventualmente acabam por se intersectar. Por isso é que são assuntos que levam muito tempo e podem levar a negociações bilaterais entre os países”, salientou o ministro, citado pela agência noticiosa Lusa. (Macauhub/AO)

 


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