31 Julho, 2015      02:00 GMT +1 Luanda 18°C
Angola News


Reservas obrigatórias em kwanzas em Angola vão aumentar para 15%

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O governo de Angola pretende aumentar o coeficiente de reservas obrigatórias em moeda nacional para 15%, regressando aos valores de 2013, apresentando como argumento o actual contexto macroeconómico, de acordo com o comunicado da Comissão Económica do Conselho de Ministros.

As reservas  obrigatórias ou disponibilidades mínimas de caixa são a parte dos depósitos efectuados pelos clientes nos bancos comerciais que deve ser depositada no banco central e visa diminuir o poder que os aqueles bancos possuem de multiplicar o dinheiro em circulação através dos empréstimos.

De acordo com o comunicado divulgado no final da reunião ocorrida quarta-feira, a proposta agora a ser ponderada aumenta de 12,5% para 15% aquele coeficiente e surge praticamente um ano depois da decisão inversa, concretizada pelo Banco Nacional de Angola.

Em Janeiro último, o banco central angolano, através do Comité de Política Monetária, justificou a decisão de descida destas reservas com o intuito de “aumentar os recursos financeiros disponíveis para o crédito à economia”, bem como “continuar a influenciar a redução dos custos de intermediação financeira.”

Na ocasião, o coeficiente de reservas obrigatórias em moeda estrangeira manteve-se inalterado em 15%. (Macauhub/AO)

 

Industrialização vai permitir que Angola venha a ser país exportador

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O processo de industrialização gradual vai permitir a substituição competitiva das importações e conferir a Angola o carácter de país exportador, disse, quarta-feira, em Luanda, o secretário de Estado da Indústria, Kiala Gabriel.

O secretário de Estado disse ainda que o crescimento do sector industrial tem como vantagens adicionais a criação de postos de trabalho e a oferta de produtos no mercado.

À margem da cerimónia de inauguração de quatro novas empresas, enquadrada nas comemorações do 16º aniversário do Pólo de Desenvolvimento Industrial de Viana, Kiala Gabriel salientou que, desde a sua criação, o pólo tem já mais de 100 unidades industriais a funcionar.

O Pólo de Desenvolvimento Industrial de Viana é uma zona de desenvolvimento de projectos industriais, em Luanda, criado pela Comissão Permanente do Conselho de Ministros, na sua resolução nº 4/98 de 27 de Março, no quadro do plano director de industrialização de Angola.

O pólo tem uma área de 2700 hectares, divididos por três zonas: a zona A, a mais antiga, a zona B que foi desenvolvida mais recentemente e uma zona C que está destinada fundamentalmente à área logística.

Operam actualmente no pólo mais de 500 empresas, nos ramos da indústria ligeira, transportes, comércio, construção civil e de serviços. (Macauhub/AO)

 

Dívida pública de Angola aumenta para 35,5% do PIB em 2015

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A dívida pública de Angola deverá atingir 48,3 mil milhões de dólares em 2015, ou 35,5% do Produto Interno Bruto (PIB), quando em 2012 não chegava a 11%, de acordo com dados constantes na proposta de lei do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2015.

A proposta, que será hoje discutida e votada na generalidade na Assembleia Nacional de Angola, indica que o stock da dívida pública será agravado com um défice orçamental estimado de 7,6% de 2015, apesar do crescimento homólogo do PIB de 9,7%.

O documento prevê que o PIB angolano – toda a riqueza produzida no país – ultrapassará 13,480 biliões de kwanzas no próximo ano, um aumento de 767,7 mil milhões de kwanzas face à estimativa para o ano de 2014.

A proposta de OGE recorda que em 2012 a dívida pública de Angola era de 24,8 mil milhões de dólares, representando então 10,9% do PIB nacional.

Entre as previsões do governo para 2015 conta-se uma taxa de inflação de 7%, uma descida de meio ponto percentual face a 2014. (Macauhub/AO)

 

Brasileira Oi rejeita OPA da angolana Isabel dos Santos

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20141112

A empresa brasileira Oi considerou “inaceitáveis” as condições estipuladas na Oferta Pública de Aquisição (OPA) da Portugal Telecom SGPS apresentada por uma sociedade controlada pela empresária angolana Isabel dos Santos, anunciou a empresa em comunicado divulgado terça-feira.

No comunicado, a administração da Oi afirma ter decidido, por unanimidade, rejeitar a OPA por que inclui condições impostas “cuja adopção resultaria em alterações aos termos” da combinação de negócios em curso entre a Oi e a PT SGPS.

O documento centra-se em algumas alterações previstas no anúncio preliminar, entre elas, o facto do lançamento da oferta estar sujeito à eliminação da obrigação imposta à PT SGPS de só poder adquirir acções da Oi ou da CorpCo através do exercício da opção de compra e não atribuição à Oi da opção de cancelamento ou extinção da opção de compra.

A sociedade Terra Peregrin não quer ficar limitada a poder reforçar na brasileira Oi até ao limite de 37% no âmbito da opção de compra, já acordada entre a empresa portuguesa e a brasileira.

A Oi reafirmou ainda o seu compromisso com os investidores e com o mercado “de promover a migração da sua base accionista para o Novo Mercado da BM&FBovespa, através da incorporação das suas acções pela Telemar Participações (CorpCo)”.

A Terra Peregrin – Participações SGPS, da empresária angolana Isabel dos Santos, anunciou domingo o lançamento de uma OPA sobre a PT SGPS, oferecendo 1,21 mil milhões de euros pela totalidade das acções da empresa portuguesa, ao preço de 1,35 euros por acção. (Macauhub/AO/BR/PT)

 

Ministro de Angola promove sector dos diamantes na China

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O ministro da Geologia e Minas, Francisco Queiroz, tem mantido esta semana, na China, vários encontros com responsáveis de empresas estrangeiras que actuam no sector dos diamantes, informou em Luanda a agência noticiosa Angop.

A agenda do ministro angolano à China inclui audiências com representantes da África do Sul, Zimbabué, Namíbia, Nigéria, Brasil,  China, Rússia e Estados Unidos da América, para analisarem possíveis parcerias com empresas angolanas ou investimentos no país.

O ministro da Geologia e Minas viajou para a China a fim de participar da reunião plenária do Processo Kimberley (dia 14 de Novembro corrente) e assumir, em nome de Angola, a presidência rotativa da organização, em substituição da China.

A reunião plenária do Processo Kimberley decorre na cidade de Cantão, estando Angola representada por uma delegação composta por mais de 60 elementos.

O Processo Kimberley teve início no ano de 2000, na cidade sul-africana de Kimberley, tendo em Novembro de 2002 delegações representando 37 países reunidos em Interlaken (Suiça) assinado a declaração que adoptou o Sistema de Certificação do Processo Kimberley (SCPK).

O Sistema de Certificação entrou em vigor em Janeiro de 2003 e contribuiu para reduzir a quantidade de diamantes de conflito introduzidos no mercado internacional, contando o Processo actualmente com 81 países que produzem, transformam, importam e exportam diamantes. (Macauhub/AO/CN)

 


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