19 Janeiro, 2017      22:15 GMT +1 Luanda
Angola News


Experiência imobiliária da China pode ajudar Angola a superar dificuldades económicas

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A China tem participado no desenvolvimento urbano em Angola, em particular em Luanda, podendo a sua experiência neste campo ajudar a diversificação económica de Angola, com mais investimento no imobiliário, assim superando as actuais dificuldades económicas.

No artigo “Oportunidades para o novo urbanismo de Angola depois do colapso da economia petrolífera”, publicado pela ONG Development Workshop (http://www.dw.angonet.org/), o investigador Allan Cain sublinha que em países “pós-socialistas” a conversão de terrenos detidos por monopólios estatais para uso urbanístico é uma “oportunidade única”, podendo desencadear uma vaga de investimento.

“Aplicar algumas das reformas há muito aguardadas no crédito à habitação, planeamento participativo e descentralização orçamental para municípios pode encorajar os próprios proprietários de habitação e o sector privado a investir no desenvolvimento urbano e oportunidades de habitação”, “estimulando o investimento estrangeiro no sector imobiliário”, afirma Cain.

“Angola comprometeu-se a encontrar novas formas de diversificar e fazer crescer a sua economia no novo ambiente de baixos preços das matérias-primas. A experiência chinesa de desenvolvimento urbano, se partilhada, pode comprovar ser tão valiosa como os seus empréstimos”, adianta.

Para o “rápido crescimento urbano e económico” na China a partir dos anos 1980, adianta, foi essencial a municipalização e descentralização da governação, a par da maior autonomia financeira das autoridades locais, que tiraram partido do valor dos terrenos arrendando-os ou vendendo direitos de construção a investidores particulares.

As receitas captadas pelas autoridades locais foram depois usadas para financiar habitação social e infra-estruturas urbanas, aumentando o valor imobiliário e gerando maior riqueza e crescimento urbano.

“Tal como na China, as origens da riqueza que faz crescer e sustenta estas cidades são as poupanças dos compradores de casa e dos investidores do sector privado e estes recursos estão por aproveitar em Angola”, afirma Cain.

Com a “captura de parte do valor do investimento privado para benefício público”, adianta, os municípios podem usar as receitas para “melhorar infra-estruturas e disponibilizar habitação social, promover um ciclo virtuoso e aumentar os valores que acompanham a transformação urbana.”

Uma das razões da relutância dos investidores até ao momento tem sido a “falta de um mercado de terrenos funcional” em Angola, sendo a resolução das questões relacionadas com a propriedade o “primeiro passo para estimular o envolvimento do sector privado” no financiamento de projectos habitacionais de que o país precisa.

Luanda recebeu o maior empreendimento habitacional da China em África, o projecto Kilamba, composta por 20 mil apartamentos, havendo projectos semelhantes planeados para as restantes 18 províncias, prevendo 150 mil unidades habitacionais.

O recentemente divulgado “Plano operacional da linha de crédito da China” a Angola, elaborado pelo governo angolano com as obras a realizar pelas empresas chinesas, prevê a ligação eléctrica a 480 mil casas, a construção e recuperação de mais de 2200 quilómetros de estradas e a construção de 39 sistemas de abastecimento de água.

Com cerca de 155 projectos nos sectores da Saúde, Educação, Transportes, Agricultura, Indústria, entre outros sectores, o Plano tem um custo estimado em 5,2 mil milhões de dólares. (Macahub/AO/CN)

 

Angola produz mais petróleo em 2015 mas receita quebra 34%

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20160226Angola produziu em 2015 mais de 649 milhões de barris de petróleo, um acréscimo de 6% em termos anuais e uma média diária de 1,779 milhões de barris, informou quinta-feira em comunicado a Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol).

A produção de gás natural por seu turno caiu 8% para 507 mil toneladas, num ano em que a unidade de processamento de gás natural do Soyo, no norte do país, continuou paralisada.

A concessionária obteve uma receita 2,29 biliões de kwanzas (14,38 mil milhões de dólares), “inferior em cerca de 34% à receita total de 2014”, quebra que foi parcialmente compensada pelo aumento dos rendimentos resultantes da actividade de refinação, distribuição e venda de combustíveis.

“O aumento do preço dos combustíveis em Janeiro e em Abril de 2015 foi determinante para esse equilíbrio parcial na receita da empresa”, pode ler-se no comunicado.

O EBITDA (resultados antes dos encargos financeiros, impostos, depreciação e amortizações) registado pela Sonangol em 2015 caiu 45% para 1,24 biliões de kwanzas (7,08 mil milhões de dólares), tendo o lucro líquido caído 68,27% para 44 148 milhões de kwanzas (276 milhões de dólares).

A Sonangol disse que os principais factores que afectaram negativamente o lucro líquido foram a redução do preço do petróleo, bem como imparidades sobre os activos petrolíferos em produção, poços secos e descobertas não comerciais. (Macauhub/AO)

 

Angola regulamenta Lei da marinha mercante e portos

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20160225The government of Angola has approved a set of regulations to regulate the law on the merchant navy, ports and related activities, said Wednesday in Luanda the minister of Transport, Augusto Tomás.

Specifically, the government approved the regulations of the National Integrated System for Maritime Traffic Control, Piloting at National Ports, Sea Search and Rescue System, Maritime Staff, as well as the regulation on the Safe Capacity of Ships and Vessels.

After the cabinet meeting, Augusto Tomás justified the approval of those legal instruments based on the fact that current legislation is out of step with reality.

The minister recalled that Angola has acceded to United Nations’ international conventions on the Law of the Sea and on Search and Rescue, and that these conventions now need to be incorporated into national legislation.

On the whole, Tomás said cited by Angolan news agency Angop, the new regulations are intended to safeguard human life at sea, the management of maritime traffic along the national coast, contributing to the fight against illegal immigration and illegal fishing on the Angolan coast. (macauhub/AO)

O governo de Angola aprovou um conjunto de diplomas legais que visam regulamentar a Lei da marinha mercante, portos e actividades conexas, disse quarta-feira em Luanda o ministro dos Transportes, Augusto Tomás.

Concretamente, foram aprovados os regulamentos do Sistema Nacional Integrado de Controlo do Tráfego Marítimo, de Pilotagem nos Portos Nacionais, do Sistema de Busca e Salvamento no Mar, do Pessoal do Mar, bem como o regulamento sobre a Lotação de Segurança de Navios e Embarcações.

No final da reunião do Conselho de Ministros, Augusto Tomás justificou a aprovação daqueles diplomas legais com o facto de os mesmos se encontrarem desenquadrados da realidade actual.

O ministro recordou que Angola aderiu às convenções internacionais da Organização das Nações Unidas sobre os Direitos do Mar e sobre Busca e Salvamento, donde a necessidade de incorporar essas convenções na legislação nacional.

No seu conjunto, prosseguiu Augusto Tomás citado pela agência noticiosa Angop, os novos regulamentos visam a salvaguarda da vida humana no mar, a gestão do tráfego marítimo na costa nacional, contribuir para o combate contra a emigração clandestina e a pesca ilegal na costa angolana. (Macauhub/AO)

 

Governo de Angola vai exercer maior controlo sobre florestas e fauna

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Um controlo mais cerrado vai ser exercido sobre as florestas e fauna selvagem do país, quando for aprovado pela Assembleia Nacional a proposta de lei sobre o sector, que quarta-feira foi apreciada em Conselho de Ministros.

O ministro da Agricultura, Afonso Pedro Canga, disse no final da sessão do Conselho de Ministros que a proposta de lei de florestas e fauna selvagem vai substituir um diploma que data dos anos 40 e 60 do século XX, de acordo com a agência noticiosa Angop.

Afonso Pedro Canga disse ainda que a proposta de lei, a ser submetida à Assembleia Nacional, estabelece o regime jurídico de acesso e uso sustentável dos recursos florestais e faunísticos existentes no país, bem como as bases gerais do exercício de actividades com eles relacionados.

Angola, o quarto maior país de África com uma área de 1,2 milhões de quilómetros quadrados, tem 50% do seu território coberto por florestas e matas naturais, de que mais de 2000 quilómetros quadrados são floresta tropical. (Macauhub/AO)

 

Companhia aérea de Angola recebe mais dois aviões Boeing 777

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20160224A frota da transportadora aérea angolana Taag vai ser reforçada até Abril próximo com dois aviões Boeing 777, disse terça-feira em Luanda o administrador executivo William Boulter.

Os dois aviões, um dos quais chegará a Angola em Março e o segundo em Abril, irão ser utilizados no aumento das frequências nas rotas Lisboa (Portugal) e Havana (Cuba).

A frota actual da Taag é composta por cinco aviões Boeing 737 que operam as rotas domésticas e regionais e seis aviões Boeing 777 que operam as rotas internacionais como Havana, São Paulo (Brasil) e Lisboa.

O administrador, que prestou estas declarações num programa da Televisão Popular de Angola, anunciou ainda o aumento das frequências para as regiões de Catumbela (província de Benguela), Cabinda e Lubango (província da Huíla), a partir de Abril.

William Boulter é um dos quatro administradores executivos nomeados pela companhia aérea Emirates para assumirem a gestão da Taag, nos termos de um acordo assinado com o governo de Angola para proceder à reestruturação da companhia angolana.

Os quatro administradores nomeados pela Emirates são Peter Hill, que funciona como presidente executivo, Patrick Rotsaert, William Boulter e Vipula Gunatilleka. (Macauhub/AO)

 


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