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Angola News


Província do Uíge, Angola, ligada ao mundo com banda larga

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A província do Uíge dispõe desde quinta-feira de tecnologia de banda larga para comunicação de voz, dados, Internet e vídeo, ao abrigo de um projecto de reabilitação das infra-estruturas das telecomunicações (PRIT), de acordo com um comunicado divulgado em Luanda.

O comunicado, do grupo israelita Mitrelli, parceiro da Angola Telecom neste projecto, indica que, através da tecnologia instalada, as cidades e vilas da província do Uíge ficam ligadas através da rede básica da Angola Telecom, tendo quinta-feira sido ligado o segmento Uíge/Ndalatando à capital do país.

O PRIT utiliza microondas (feixes hertzianos) alimentada por energia solar para a transmissão de sinais, solução que se tem revelado eficiente tanto pela rapidez da instalação quanto pelos custos operacionais comparados aos sistemas de satélite e de fibras ópticas.

O programa estabeleceu até ao momento mais de três mil quilómetros de rotas e 204 novos sítios em todo o território de Angola, beneficiando a população de cerca de 13 províncias.

“Inclui regiões consideradas remotas, como pequenos municípios e comunas, onde os seus habitantes vivem ainda em completo isolamento”, destaca o comunicado.

De origem israelita, o grupo Mitrelli está presente em Angola há quase 25 anos, operando em diversos sectores estratégicos com destaque para educação, saúde, telecomunicações, energia e águas, construção civil, promoção imobiliária e agricultura, em parceria com entidades públicas e privadas. (macauhub)

 

Prospecção de diamantes alargada a toda a província da Huíla, Angola

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A prospecção de diamantes na província da Huíla está a ser feita em toda a sua extensão, para confirmação dos fortes indícios da existência daquele mineral na região, anunciou a directora provincial da Indústria, Geologia e Minas, Paula Joaquim.

A directora provincial adiantou que a prospeção, reconhecimento e avaliação dos novos recursos minerais estão a ter lugar em todos os municípios, destacando-se os de Quipungo e Matala, em resultado de estudos anteriores.

Este trabalho, como destacou Paula Joaquim, visa igualmente determinar a quantidade e qualidade dos diamantes naquela província, para futura exploração.

Para 2015, está previsto o início do projecto de exploração de ouro na localidade de Limpopo, município da Jamba mineira, de acordo com indicações da empresa concessionária, adiantou Paula Joaquim.

Na província do Uíge, noticiou também o diário Jornal de Angola, a exploração de cobre na localidade de Mavoio, município de Maquela do Zombo, está no bom caminho, de acordo com o ministro da Geologia e Minas angolano, Francisco Queirós, que se deslocou àquela província no norte de Angola, para analisar o estado do projecto.

Integrada numa área de cerca de dez mil quilómetros quadrados, as minas de Maiovo vão produzir mensalmente 20 mil toneladas de cobre, tendo sido já despendidos nos trabalhos de prospeção 22 milhões de dólares.

Paralisada em 1972, a mina de Maiovo tinha, quando em laboração, mais de três mil funcionários e chegado a produzir anualmente mais de 30 mil toneladas de cobre. (macauhub)

 

Quebra da exportação de cerveja para Angola penaliza contas da portuguesa Unicer em 2013

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A quebra na exportação de cerveja para Angola, de menos 33 milhões de euros, penalizou o desempenho da portuguesa Unicer em 2013, ano em que a cervejeira voltou a aumentar as vendas no mercado doméstico, após nove anos em queda, informou o presidente da empresa.

Na apresentação de resultados na sede da empresa, em Matosinhos, o presidente da Unicer, João Abecasis, disse que a Unicer registou uma quebra na facturação de 20 milhões para 463 milhões de euros, tendo-se o lucro mantido praticamente ao mesmo nível de 2012, de 27 milhões de euros contra 28 milhões de euros.

Abecasis salientou o crescimento de 47% nas exportações para novos mercados, como Moçambique, Estados Unidos, Brasil e Arábia Saudita e mencionou como um dos pontos altos do exercício o início de produção de Super Bock no Brasil, através de uma parceria com a Riograndense.

Em 2013, a Unicer realizou um terço das vendas nos 50 mercados externos em que opera, despachando uma média de 57 contentores por dia, com as vendas na Europa a terem crescido 3% e constituindo a França o segundo mercado de exportação, logo atrás de Angola.

João Abecasis apontou 2016 como o ano do arranque da base fabril em Angola. (macauhub)

 

FMI prevê taxa de crescimento da economia de Angola em 2014 inferior à do governo

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A economia de Angola deverá crescer 5,3% em 2014, valor inferior em mais de 3 pontos percentuais à previsão governamental angolana de 8,8%, informou o Fundo Monetário Internacional (FMI) em comunicado terça-feira divulgado em Washington.

No documento, o FMI manifesta preocupação com o regresso de Angola ao défice orçamental e defende o fim dos subsídios dos combustíveis, propondo a sua substituição por “transferências dirigidas aos sectores mais vulneráveis.”

O FMI prevê que, dada a baixa execução orçamental em 2013, a taxa de crescimento do PIB nesse ano seja de 4,1%, inferior aos 5,1% antecipados pelo governo.

A falta de satisfação dos compromissos internos, designadamente os pagamentos dos atrasados internos em 2010 e os pagamentos previstos em 2011 constituem “um desapontamento” para o FMI, que destaca o regime jurídico angolano como um dos factores que ajudaram àquela situação.

Reconhecendo a “melhoria contínua do défice primário não-petrolífero”, o FMI destaca a importância da mobilização de recursos internos, especialmente a receita não-petrolífera e advertiu contra o “aumento permanente” da despesa pública, não acompanhada do alargamento da base fiscal não-petrolífera para evitar a acumulação de dívidas.

Por outro lado, o comunicado do FMI destaca como positivo três aspectos: manutenção da taxa de inflação num dígito, aumento das reservas em divisas e estabilidade da taxa de câmbio. (macauhub)

 

Desenvolvimento económico de Angola passa pela bolsa de valores

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O desenvolvimento económico de Angola terá necessariamente de ocorrer no mercado de valores mobiliários, disse quarta-feira em Luanda o presidente da Comissão de Mercados de Capitais (CMC), Archer Mangueira.

“É necessário, para não dizer urgente, reequilibrar a estrutura empresarial entre o sector público e privado, implicando um ambicioso programa de privatizações, cuja eficiência pressupõe recurso aos mercados regulamentados”, acrescentou Archer Mangueira na sessão de abertura da primeira Conferência Anual de Mercado de Capitais em Angola, subordinada ao tema Mercado de Dívida.

O presidente da CMC anunciou que o governo vai apreciar em breve o Código de Valores Mobiliários, que substituirá a actual Lei dos Valores Mobiliários, e proceder à modernização normativa da Lei das Instituições Financeiras.

De acordo com a agência noticiosa Angop, Archer Mangueira disse que o Código de Valores Mobiliários actualizará o quadro regulador em vigor, de acordo com as normas internacionais.

No âmbito da dinamização do mercado de dívida privada, Archer Mangueira disse que a proposta de lei que aprova o Código de Valores Mobiliários inclui um conjunto de normas de actualização da Lei das Sociedades Comerciais.

Desta actualização, destacou a eliminação do limite para as emissões de obrigações, em função do capital social nas sociedades que estejam cotadas nos mercados regulamentados.

Archer Mangueira garantiu ainda que a administração da Comissão de Mercados de Capitais tem dado os passos reguladores necessários para que “os mercados de valores mobiliários nasçam em Angola.” (macauhub)

 


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